O Alimento e o Amor

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

EVITANDO O VAZIO


Quanto mais você possui, menos você pode amar. E o amor é a porta. Ou, quanto menos você ama, mais você começa a possuir coisas. As coisas se tornam um substituto.
Vamos tentar entender isso. Nasce uma criança. Se a mãe amá-la – psicólogos têm estado estudando, muito pesquisa tem sido feita – se a mãe a ama, a criança nunca bebe leite demais; nunca, porque ela sabe, isso é um entendimento tácito, que a mãe está sempre disponível e pronta para compartilhar. Então porque o medo? Se a mãe ama a criança, ela só irá beber a quantidade de leite que necessita. Se a criança for amada, você nunca verá uma barriga grande nela.
A criança será proporcional. De fato, a mãe estará constantemente preocupada de que a criança não esteja comendo, nem bebendo, nem ingerindo a quantidade de alimentos que necessita. Porém a criança compreendeu que sempre quando surge a necessidade, a mãe está presente. Ela pode confiar no amor.
Mas se a mãe não ama a criança, então ela fica com medo do futuro. Não há amor, o entendimento tácito não está lá, assim sempre que a criança tem a oportunidade, ela irá comer tanto quanto possa, ela irá beber tanto leite quanto possa. Agora ela está quase ficando mesquinha; ela já começou acumulando coisas – no corpo. Ela está assustada. Quem sabe sobre o amanhã? Essa mãe não é confiável; ela precisa acumular para emergências. Dessa forma, ela irá acumular gordura, comer mais.
Pessoas que não foram amadas na infância continuam a comer muito. Nenhuma dieta pode ajudar a menos que o amor surja. Elas irão comer; o comer tornou-se um substituto do amor. Se alguém amá-las, elas verão imediatamente que cessou o excesso no comer.
Amor e alimento ambos procedem dos seios da mãe. A primeira experiência de amor procede dos seios da mãe e a primeira experiência do alimento é também dos seios da mãe. Assim amor e alimento se tornam associados. Se houver menos amor, isso terá que ser substituído por mais comida.
Se houver amor suficiente, você pode permitir-se de não comer muito. Não há necessidade. Você já observou? Sempre quando você se apaixona, a fome desaparece. Você não sente fome. O amor lhe preenche tão profundamente que você se sente cheio. Assim a pessoa começa a comer cada vez menos.

Uma mulher estava falando para mim. Ela estava muito perplexa. O marido dela faleceu e ela me disse: Uma coisa tenho guardado segredo. Nunca contei a ninguém porque ninguém irá entender. Mas você pode entender, então estou lhe contando. E ficarei aliviada mesmo que você entenda ou não. Mas por favor, não conte isso para ninguém.
Eu disse: Que aconteceu?
Ela disse: Quando meu marido morreu, senti muita fome naquela noite. O cadáver estava estirado na casa. Que será que as pessoas irão pensar se eu for comer? Toda a família estava acordada, os parentes vieram e muitos amigos estavam lá. E senti uma fome tão grande, como nunca havia sentido antes.
Desse modo ela tinha que ir na sua própria cozinha como uma ladra! Na escuridão, ela comeu. E agora, desde então, ela está se sentindo culpada. Meu marido tinha morrido. Isso era hora de sentir fome? Seu cadáver estava deitado lá. Eu era como uma ladra, comendo escondida na minha cozinha. Ela me perguntou: O que aconteceu?
Eu disse: É um fato simples. A pessoa que você amava morreu. Imediatamente, você se sentiu vazia. Agora essa vacuidade tinha que ser preenchida por alguma coisa.
Desde então tenho conversado com muita gente e cheguei a conclusão que sempre quando você está triste, você come mais. Sempre quando você está em profundo sofrimento, você sente muita fome. Sempre quando você está feliz, fluindo, alegre e amorosa, banhada de amor, quem se importa em comer muito? Mesmo uma pequena quantidade de comida é bastante alimento, o amor está lhe dando muito alimento.

Pessoas que não podem amar irão sempre se tornar mesquinhas, possessivas, acumuladoras de coisas.

(Recebi o texto por email... não sei a autoria ou de onde foi extraído, mas achei mto interessante!)

4 FASES DA TPM

sábado, 29 de maio de 2010

Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases:

* Fase 1: A Fase Meiguinha
Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha... Bom sinal?
Talvez, se não fosse mais do que o normal.
Ela te abraça do nada, fala com aquela vozinha de criança e com todas as palavras no diminutivo. A fase começa a chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade absurda de comer chocolate. O que se segue é uma mudança sutil de comportamento, aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais depressivo.

* Fase 2: A Fase Sensível
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma reprise de um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens, desde inexperientes até os mais escolados como o meu pai:
- Você acha que eu estou gorda?
Notem que não é uma simples pergunta retórica. Repare na entonação, na escolha das palavras. O simples uso do verbo "estou" ao invés da combinação "estou ficando", torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que possamos imaginar. E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM. Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para uma fase mais irascível.

* Fase 3: A Fase Explosiva
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM.
Há relatos de mulheres que já cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM. Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico. Você chega na casa dela, ela está de pijama, pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um beijo bem rápido, seco e sem língua. Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe que ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabe o nome. Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz aquela famosa pergunta:
"Tá tudo bem?" A resposta é simples e seca: "Tá" sem olhar na sua cara.
Não satisfeito você emenda um "Tem certeza?" que é respondido mais friamente com um rosnado baixo e cavernoso "teeeeeenho". Aí, como somos legais e percebemos que ela não está muito afim de papo, deixamos quieto e passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tirar Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...
- Merda, viu!? - ela rosna de repente.
- Que foi?
A fase explosiva acaba de atingir se ápice com essa pergunta. Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do tipo:
- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem pergunta o que eu tenho! Mas, claro! Você só sabe falar de você mesmo!
'Ah, o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu ficou apertado! Aaaaaiii, eu fico looooouca quando essas coisas me acontecem!
'Você também, não quis ir comigo ao shopping trocar essa merda! O pior de tudo é que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava comigo?Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda? Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem para me trazer um chocolate! Cala a sua boca! Sua voz me irrita! Aliás, vai embora antes que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!
Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite e quase leva uma mordida.

* Fase 4: A Fase da Cólica
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que está com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai até a casa dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede para ir à farmácia comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan para acabar com a dor dela. Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado "O que aconteceu?", você se pergunta. "Tudo bem", você pensa "Acho que ela se livrou do encosto". Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e vocês voltam a ser um casal feliz.

Pelo menos até daqui a 20 dias...

* Adendo do Leitor:
PS: o pior não é isso. O pior é que elas estão lendo isto e estão dando risada!!! Estão dizendo "Sou assim mesmo, e daí?"

E é verdade mesmo... hihihi

Seus Filhos Não São Seus Filhos

quarta-feira, 26 de maio de 2010




Seus filhos não são seus filhos, são filhos e filhas do apelo da própria vida.
Vem por meio de voces, mas não de voces. Embora estejam com voces, não lhes pertencem.
Vocês podem dar-lhes seus amor, mas não os seus pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos.
Vocês podem acolher seus corpos, mas não suas almas, pois suas almas habitam a casa do amanhã, que vocês não podem visitar, nem mesmo em seus sonhos.
Vocês podem fazer esforço para ser como eles, mas não tentem torná-los iguais a voces, porque a vida não anda para trás nem se retarda como o ontem.
Vocês são arcos através dos quais seus filhos são projetados como flechas vivas.
Que sua mira pela mão do Arqueiro Seja para a Alegria.

KahlilGibran

AGRESSIVIDADE TEM JEITO!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Minha mãe chegou em casa com a revista "PROJETOS ESCOLARES - CRECHE - De o a 3 anos" e tem mta coisa interessante por lá, apesar de a Sofia não estar mais nessa idade. Uma das reportagens me chamou mta atenção, pois é algo que eu ainda sofro com a Sofia: a agressividade. Sendo assim, transcrevo aqui a matéria pra vcs poderem ver tbm.

AGRESSIVIDADE TEM JEITO!

A criança, ao nascer, inicia um primeiro contato com outras pessoas, sua família. Conforme vai crescendo, passa a manifestar emoções que sente nessas relações familiares. Muitas vezes, recorre ao choro para demonstrar a insatisfação com algo. Depois que completa um ano, surgem outras atitudes para demonstrar sua frustração, como gritos, arranhões e mordidas. Mas o motivo dessa agressividade, em crianças tão pequenas, geralmente é devido à dificuldade em nomear os sentimentos em relação a algo que lhe desagrade ou mesmo a insegurança perante a um novo fato e necessidade de limites em situações cotidianas. Confira entrevista sobre o assunto com a pedagoga Francisca Lúcia Carlota de Araújo, especialista em psicopedagogia institucional e clínica, além de educadora de Ensino Fundamental e EJA em escolas públicas de Fortaleza, com experiência em Educação Infantil.

Projetos Escolares - A agressividade em crianças de 0 a 3 anos é comum? Por que?
Francisca Lucia Carlota de Araujo - Sim,a té porque as primeiras manifestações acontecem quando ainda estão na barriga da mãe, ao fazerem movimentos bruscos com os pés. E intensificam por volta dos dois anos de idade, quando a criança apresenta atitudes agressivas ao bater os pés, gritar e chorar para conseguir algo. Esse comportamento é denominado manipulativo, isso é, ela agride para alcançar determinados fins. Essa agressividade poderá aumentar no decorrer dos anos, manifestando-se através de arranhões, puxões de cabelo e até ataque aos pais.
Vale ressaltar que a criança pequena, independente da educação que tenha, começa a ter atitudes inatas e instintivas, que surgem aos dois e três anos e estão visíveis através do brincar. Portanto, é preciso buscar reflexões sobre o papel da família, escola e sociedade frente ao problema.
É importante destacar que tanto pais como educadores são de grande importância para um processo sadio de desenvolvimento da criança. Entretanto, encarar a agressividade chega a ser uma tarefa árdua, pois exige do professor controle, tolerância, afetividade e, principalmente, conhecimento para compreender o comportamento inerente a cada fase do desenvolvimento infantil.

P.E. - Como o educador deve trabalhar isso em sala de aula?
F.A. - Ao se deparar com crianças agressivas, o professor precisa ter consciência de que a agressividade é um fator no processo de crescimento do indivíduo, que a utiliza como forma de reagir frente ao mundo. É essencial saber identificar quando o comportamento agressivo é passageiro ou um transtorno de conduta. É de extrema importância que o educador convoque a família (pai, mãe, irmãos ou responsável) objetivando conhecer como é o convívio da criança no contexto familiar e social, para então desenvolver estratégias e ações que venham a favorecer e amenizar o problema. Cabe ao professor conduzir a criança de modo a evitar condutas agressivas socialmente condenáveis, proporcionando oportunidade de socialização, tais como atividades lúdicas com jogos, brincadeiras nas quais todas as crianças da sala possam aprender a conviver em clima de paz, tendo o cuidado de não rotular a criança de indisciplinada e agressiva.

P.E. - As meninas são menos agressivas ou não existe essa relação?
F.A. - Existe a ideia de que os meninos são mais agressivos devido ao fator biológico, por se tratar do sexo mais forte. Como educadora e lidando com crianças pequenas já vários aos, percebo que não existe essa diferença. Já tive alunos do sexo masculino com comportamentos exemplares, amáveis, amigos e sem nenhuma atitude agressiva, e outros bastante agressivos. O mesmo pude observar em alguma meninas. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que as meninas podem ser até mais hostis que os meninos. Afirmo que a agressividade infantil não é inerente apenas a crianças de classes menos favorecidas, apesar do índice de agressividade mais alto neste grupo.

P.E. - A agressividade tem relação direta com o ambiente em que a criança vive?
F.A. - O tema agressividade envolve muitas variáveis, porém é necessário que pais e educadores entendam que o comportamento agressivo não surge do nada. Ele é construído da interação social, lembrando que devemos discernir o que é inerente a determinada faixa etária e o que está fora dos padrões aceitáveis. Há uma série de condutas dos pais que podem ser consideradas de risco, desencadeando o comportamento agressivo. A violência doméstica é um fator que pode exercer uma influência decisiva no comportamento. A escola, por sua vez, pode contribuir consideravelmente para o problema, pois professores excessivamente autoritários podem desencadear sentimentos de hostilidade em seus alunos. Enfim, a familia, a escola e a sociedade precisam refletir quanto ao seu papel para formação do ser em desenvolvimento.
Crianças que assistem cenas de violência em casa e que são vítimas dos pais e familiares podem aprender que essa é uma forma aceitável e normal de lidar com a raiva e com as frustrações. Essas crianças, ao chegarem à escola, logo se destacam por diversos episódios de violência contra colegas, seja fisicamente ou verbalmente. Geralmente é na hora do recreio e também na própria sala de aula, pois a interação social fica bastante comprometida e conturbada.
Muitos pais ainda se justificam dizendo que seu filho precisa apanhar para se tornar uma pessoa melhor, achando que a violência pode adiantar na educação e na formação do caráter. Mas, ao contrário do que muitos pais pensam, essa forma de tratamento pode gerar muitas dificuldades na vida da criança - e por que não dizer - na vida do futuro adulto. Pais que adotam a violência passam a mensagem de que tudo pode e deve ser resolvido na base da força. Não esquecendo de dizer que essa prática afeta diretamente a aprendizagem, causando diversas dificuldades que são detectadas logo que o pequeno ingressa na alfabetização.

P.E. - Como controlar a birra para que ela não se transforme em atos violentos?
F.A. - A birra é uma demonstração de raiva, irritação ou insatisfação com algo e pode acontecer em qualquer época iniciando entre um ano e meio a três anos de idade. Nessa fase, a vontade própria já começa a se manifestar e, como não domina a linguagem oral, a criança manda mensagem com o corpo através de gritos e pontapés.
É importante que os pais tenham autocontrole, muito embora seja difícil manter a calma diante de uma criança em crise de birra, pois, de certa maneira, a criança testa o controle dos pais. Geralmente, alguns pais sentem-se culpados por deixar a criança sozinha por muito tempo porque precisa trabalhar e acabam cedendo aos caprichos. Outros chegam em casa com o nível de estresse elevado provocado pelo dia a dia, perdem a paciência diante do berreiro do filho (a) e acabam usando a violência - muitas vezes até física - para combater aquele episódio.

DICAS PARA PAIS E PROFESSORES DE COMO LIDAR COM A AGRESSIVIDADE INFANTIL:
- Como Lidar Com a Birra:
Tente manter o controle;
Converse com a criança depois que o episódio passar (lembrando que até os dois anos a via de comunicação verbal ainda não está totalmente estabelecida);
Antes de ir a uma loja ou a um supermercado, fale para a criança que ela pode escolher, por exemplo, um doce;
Não brigue na frente das outras pessoas;
Não bata na criança, evitando assim a canalização da violência;
Não use palavrões para confrontar;
Tente não ceder à pressão mesmo que você se sinta culpado por algum motivo;
Nunca deixe de demonstrar seu amor, pois a criança poderá estar chamando a sua atenção.

- Pais:
Não grite com a criança;
Fale em tom de voz firme;
Dê atenção e pequenas recompensas (beijos e carinho para comportamentos corretos);
Selecione as amizades;
Só utilize castigo em último caso (menos castigos físicos);
Acompanhe o dia a dia da escola;
Não incentive seu filho a revidar agressões;
Evite palavrões em casa;
Evite brigar com o marido ou a esposa na frente da criança;
Dê bons exemplos.

- Professores:
Aproxime-se da criança;
Dê oportunidade para a criança falar sobre os seus atos;
Não exponha a criança diante dos colegas;
Proporcione atividades lúdicas representando conflitos do dia a dia;
Converse com os pais da criança;
Não estimule a criança a revidar atitudes violentas;
Proporcione brincadeiras nas quais aconteça contato físico;
Designe tarefas;
Valorize as boas atitudes da criança;
Controle seu tom de voz.

- Diálogo:
No momento da agressão, sua ação deve ser imediata: pare o que estiver fazendo, abaixe-se ao nível do aluno, questione o porque daquela atitude, se está certo, faça-o pedir desculpas e questione se gostaria que tivesse sido ele o agredido, qual seria sua reação, fazendo-o refletir sobre a atitude correta.

ATIVIDADES PARA ESPANTAR A AGRESSIVIDADE
- Massinha de Modelar: utiliza-se a massinha ou a argila, dando à criança uma quantidade que caiba na palma de sua mão, para que possa senti-la inteira, amassá-la etc. Deixe que a turminha manipule-a livremente por alguns minutos, incentivando movimentos vigorosos, provocando a destruição do material e depois a construção de algum objeto, uma cobrinha, bola, etc. O objetivo é fazer a criança perceber o sentimento destrutivo (raiva, medo etc) e transformá-lo em construtivo (confiança em si, segurança etc).
- Brincar com Boneca: proponha aos pequenos que peguem uma boneca e cuidem dela como filhinhos, deem banho, troquem fraldas e façam muitos carinhos. Depois, peça que formem duplas e repitam os gestos de carinho que fizeram nas bonecas, agora com o amigo. Após a vivência, realize uma troca de idéias, reforçando a necessidade de se fazer carinho nas pessoas. O objetivo é mostrar a importância do toque nas pessoas e de um bom relacionamento com o grupo.
- Jogo das Expressões: faça várias carinhas em cartolina, com expressões faciais que demonstram sentimentos de tristeza, alegria, raiva e algumas em branco. Convide o aluno a escolher uma carinha que demonstre como ele sente-se naquele momento, deixando-lhe tempo para explicar o porque dele sentir-se desta maneira. A criança pode também optar por uma carinha sem rosto e dizer um novo sentimento, abrindo espaço para discutir quem já sentiu, como foi, etc. O objetivo é nomear os sentimentos que a criança tem e poder conversar e compartilhar com seus amigos sobre as causas desse sentimento e ser orientado quando necessário.
- História de Contos: Você pode utilizar contos clássicos para colocar em pauta as emoções e reações que temos e qual a melhor maneira de agir. Na história da Bela e a Fera, por exemplo, você pode abordar o sentimento raivoso da Fera, que vai se modificando conforme vai recebendo atenção da Bela, transformando-se em um belo príncipe. Em muitas histórias em que o personagem do mal sofre uma punição (lobo mau, bruxa, madrasta, etc), pode-se sugerir outro final, no qual ele transforma-se em um personagem do bem e todos tornam-se amigos. O objetivo é mostrar os sentimentos que existem, nomeá-los e mostrar que podem modificar-se se tomadas as atitudes corretas.
- Brincadeiras de Roda: a maioria destas brincadeiras possui músicas que sugerem gestos entre as crianças, como abraços, beijos, etc. Após a brincadeira, realize a troca de ideias sobre a importância de ter ter amigos e como devemos agir com todos, reforçando atitudes de carinho e respeito com o próximo. O objetivo é reforçar atitudes positivas nas crianças, colocando-se disponível para ajudar quando sentirem-se com raiva ou tristes com algum colega.

PERSEVERANÇA

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Deste livro que eu, minha mãe, minha irmã lemos (e minha avó está no primeiro), tiramos essa oração.
Minha mãe a tem usado em momentos de 'fraqueza' e consegue recuperar os ânimos.
Colei uma no quadro de avisos na minha sala e outra no meu computador. Tá... praticamente uma em frente à outras, mas assim as duas ficam acessíveis a mim. Outra vou colocar na minha carteira, outra vou dar ao namorado. Uma outra eu dei a um amigo daqui do trabalho e outra eu vou dar a outra amiga.
E aqui eu quero compartilhar com quem quiser.

Vamos fazer o teste? Dizem que orar eleva a alma. Minha mãe diz que a acalma e a faz ver outros caminhos. Eu vou começar a praticar!

"PERSEVERANÇA
Que Deus possa nos fortalecer, a fim de não esmorecermos em meio ao caminho, não obstante possa vir a ser uma jornada lenta, porém firme, determinada. A nossa vontade, por vezes, Senhor, nos puxa para o desespero, para o desequilíbrio, para a fraqueza. Confiamos em vós, ó Pai, para continuarmos. Sabemos que. se quisermos, conseguiremos, pois nunca nos encontramos abandonados, sempre dispondo do vosso olhar de extremo amor a nos abençoar. Senhor! Que saibamos valorizar esse ato de misericórdia para nosso desenvolvimento como filhos vossos que somos."
Amém!

FODA-SE

sexta-feira, 19 de março de 2010

(em homenagem ao dia de hoje... rs)

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de foda-se! que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se!?
O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta.

- ?Não quer sair comigo? Então foda-se!?

- ?Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!?.

O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Os palavrões não nasceram por acaso.
São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua! Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho?
Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática.

- ?A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende?

No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo! .

O Não, não e não! é tampouco nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade; Não, absolutamente não! o substituem.
O Nem fodendo! é irretorquível, e liquida o assunto.
Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida.

Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral?
Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo:

- ?Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!?.

O impertinente se manca na hora!

Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente às situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional:

-?Ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!?.

O porra nenhuma!, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.

São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, gepone e mais recentemente , o prepone - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu! , ou seu correlato Puta-que-o-pariu! , falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...

Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!?
E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cu!.

Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus, quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:

- ?Chega! Vai tomar no olho do seu cu!?.

Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoa a camisa e sai à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!.
E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!.

Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa.
Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você, mandando você parar: o que você fala?

- ?Fodeu de vez! ?.

Liberdade, igualdade, fraternidade e...foda-se!!!

(texto de Millor Fernandes)

DESABAFO DE UM RIO

quarta-feira, 17 de março de 2010

Sou SUPER a favor da preservação ambiental. AMO a estrada que passo todos os dias indo pro trabalho e voltando pra casa (principalmente essa parte)... De manhã as montanhas estão cobertas por neblinas, no finalzinho da tarde elas estão em verdes de diferentes tons por causa do sol e das sombras...
Fiquei muito decepcionada qndo autorizaram a construção de um mega chik condomínio em uma das partes mais bonitas da estrada. Assim a cidade super valorizou mais um pouco. Mas o que vamos ver daqui uns anos? Floresta de concreto? Espero que não... espero que isso acabe...

Acontece que agora, além desses condomínios, queimadas, etc, uma mineradora pretende acabar com um rio aqui das redondezas para criar uma BARRAGEM DE REJEITOS. Isso acaba refletindo no que temos atualmente: cachoeiras, mata atlântica, animais silvestres e livres...
Enfim... abaixo um texto sobre o que está acontecendo e uma solicitação... Espero conseguir muitas assinaturas, pq cachoeiras são lugares onde posso levar amigos que queiram um dia me visitar por aqui... rs

"Desabafo de um Rio
Flávia A. M. F. dos Santos

Sou um pequeno rio conhecido como Ribeirão do Prata; nascido no vale da Serra da Gandarela, que, ao percorrer o vale, entrego todas minhas quedas e poços à pequena e pacata cidade mineira de Raposos: um vale de inúmeras riquezas, fauna, flora e uma beleza indescritível.
Porque logo eu, tão pequeno, que já proporcionei a tantas pessoas momentos de prazer, onde em meus poços se banham, brincam, aprendem a nadar? Tiveram outros uma infância alegre e ativa em minhas águas geladas e límpidas. Já tivemos vários momentos de felicidades e histórias juntos.
Agora querem que chegue até a mim trazida pelas mãos dos homens que deveriam proteger-me, uma mineradora que a qualquer custo, sem todos os devidos estudos, sem querer saber o quanto eu irei sofrer, colocará em mim uma barragem de rejeitos, que será a maior barragem do mundo e eu me tornarei o que?... Lixo!
Quero sim ser muito conhecido pelas minhas belezas naturais e não pela destruição dos homens.
Irei me tornar um rio sem vida, poluído, sem minhas quedas e sem as alegrias que já proporcionei a tantos em dias quentes, que se tornarão cada vez mais quentes, e as pessoas já não poderão contar comigo para aliviá-las nos dias ensolarados; e não poderei chegar ao fim do meu percurso entregando ao meu amigo Rio das Velhas minhas águas límpidas porque eu já não estarei gracioso, límpido e caudaloso: já não mais terei minha vida, estarei morrendo...
A todos agradeço pelos momentos vividos e aos moradores obrigado por falarem em meu nome e me representarem tão bem. AINDA ESTOU VIVO. ME AJUDEM...

Estamos em época de mudanças e de conscientização, em que temos que defender o meio em que vivemos por sabermos que o planeta não suporta tanta agressão. Deveríamos estar nos preocupando em preservar e manter a natureza em sua forma original e não em destruir o que está intocado.
Temos que lutar em defender todas as nossas forças o nosso maior patrimônio que é o planeta e toda estrutura natural que nele existe e que nos mantém vivos.
Não podemos aceitar tal violência contra o nosso planeta e nossas vidas."

Assine a favor do Parque Nacional das Águas do Gandarela.

Pedir ou Mandar?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ontem (terça feira) teve reunião na escola da Sofia e distribuíram um texto para os pais.
Transcrevo aqui pois achei interessante...

"Recentemente em uma reunião de pais, uma mãe fez uma intervenção bem-humorada, mas igualmente desanimada. Seus dois filhos - um de cinco anos e o outro de nove - não atendiam suas ordens de jeito nenhum. Ela contou que precisava repetir a mesma coisa muitas vezes, subir o tom da voz, às vezes até gritar, parar de fazer o que estava fazendo, colocá-los de castigo e discutir com eles até que eles fizessem o que precisavam. E eles ainda respondiam de modo pouco respeitoso ou fugiam dela.
Para essa mãe, fazer os filhos obedecerem era uma mágica que ela não conhecia e, por isso, assistia ao programa "Super Nanny" para tentar aprender o segredo da protagonista. Mas até então, não tivera êxito.
Essa mãe representou um bom número de pessoas que agem como ela com os filhos e sentem a mesma impotência perante a falta de resultados. Por isso, vamos conversar sobre a obediência.
Os pais, em geral, colocam na criança a responsabilidade pela desobediência, mas é quase sempre neles que está a questão. Para ilustrar essa tese, uma história, um pai me contou.
Ele instituíra com sua filha de seis anos um ritual para dormir, que terminava com uma história. O problema é que a menina nunca ficava satisfeita com uma só história: pedia outra e mais outra. O pai atendia aos pedidos da garota até o limite de perder a paciência e, então, dizia, bravo: "Agora chega". Só aí a filha se aquietava e se despedia para dormir.
Aí esta: os filhos logo aprendem quando precisam obedecer aos pais e quando há espaço para jogar. Quando uma criança ouve sua mãe pedir que é hora do banho, ela distingue pelo tom de voz, pelas palavras, pelo olhar ou por outro sinal qualquer se é uma ordem ou apenas um pedido. Ela sabe que, pedido pode ser negado e uma ordem deve ser obedecida.
Os pais desenvolvem com cada um dos filhos as pistas para a obediência, já que as crianças são diferentes umas das outras e se relacionam diferentemente com seus pais também. E elas aprendem rapidamente a distinguir o modo como cada um de seus pais dá as pistas.
Mas, para que a criança aprenda a entender e a acatar a pista, é preciso mandar. Sim senhores pais: os filhos não obedecerão nunca se os pais não mandarem, e hoje muitos pais querem que seus filhos obedeça sem terem de impor. Impossível.
Aprender a obedecer é pura prática, por isso é desde cedo que os pais precisam das oportunidades para que seus filhos aprendam. Nos primeiros anos de vida, a tarefa é simples, mas árdua: os pais precisam dar a ordem e fazer com que os filhos atendam. Isso significa saber a hora de agir. Ao dizer ao filho "não faça isso", por exemplo, é preciso impedir que a criança faça, porque é dessa maneira que ela aprenderá o sentido de impedimento e da obediência.
Criança que sabe a quem e quando obedecer é mais tranquila, estabelece boa convivência e, por isso, cresce melhor, mas depende totalmente dos pais para esse aprendizado."

Texto da Rosely Sayão

A Dádiva do Respeito

segunda-feira, 8 de março de 2010

Tô lendo um livro MUITO BOM que se chama "Caminhando em Família", da Rita Foelker. Já aviso: é espírita. Mas é um ótimo livro!
Eu fico pensando que às vezes nossas crenças nos impedem de receber coisas maravilhosas! Este livro tem ensinamentos fantásticos e eu já quis postar muitos capítulos dele aqui (aliás, foi por causa dele, principalmente, que eu abri esse blog).
Penso, sim, nas pessoas que tem crenças diferentes da minha. Por isso já avisei logo que se trata de um texto espírita. Mas que vale MUITO a pena ser lido, ok?!
Vamos lá?

"A DÁDIVA DO RESPEITO
Quem se habilita a ofertar à criança uma página, um verso, um dizer - que o faça com a unção de quem deposita flores no altar de uma alma... Cecília Meireles

Quando, trabalhando entre educadores, perguntamos qual a característica pessoal mais importante para quem deseja educar, a resposta mais comum é: amor.
Não sei se realmente sabemos do que estamos falando ao dizer isto, porque as interpretações dadas a esta palavra são muito diversas e até contraditórias. A superproteção, o mimo, o controle, a invasão de espaço vital têm sido confundidos com o amor de verdade.
Mas, mesmo assim, concordo com a resposta.
Contudo, principalmente por não compreender o amor, facilmente nos esquecemos de um outro sentimento, que deveria estar incluído nele, mas que, nas confusões de entendimento, fica esquecido: é o respeito.
Eis o que nos diz Cecília Meireles, através da imagem de um altar sobre o qual se depositam flores: é preciso ter respeito - reverência, até - perante a inteligência e o sentimento da criatura eterna que, circuntancialmente, se apresenta a nós na frágil roupagem da infância.
Esta é uma advertência muito pertinente nos dias de hoje, onde tanto se produz para a criança, identificada como parcela de mercado consumidor e fonte de lucros para grandes empresas. E o mês do Natal parece-me propício a esta reflexão.
Será que as músicas, programas de TV, brinquedos, revistas e livros que, num primeiro momento, pelo colorido, pela sonoridade, pela apresentação, parecem adequados à criança, estão respeitando sua inteligência e sensibilidade?
Às vezes, sim; às vezes, não...
"Ah! Mas temos que dar o que elas gostam" - justificaria alguém.
Então os adultos veem que elas parecem gostar de dançar ao som de músicas medíocres, de assistir desenhos bobos ou que mostram agressividade em excesso e colaboram com isto, comprando CD's e revistas dos personagens. E ficam admirados ao ver que elas conseguem guardar os nomes de todos os "poquemons"!
Nós dizemos que as crianças gostam de muita mediocridade televisiva e musical, porém, o que mais, nós, adultos, lhes proporcionamos? Quais as alternativas que nós lhe oferecemos?
Será que elas têm chance de ouvir também Tom Jobim, Milton Nascimento, ou algum clássico (não muito "pesado") como Mozart ou Vivaldi?
Dizemos que crianças não gostam de música clássica, mas quando é que elas tem chance de ouvir, de conhecer, de fazer contato com a boa música, se a música que tocamos para elas é quase sempre ruim?
Assim também com a arte. Uma das boas lembranças de minha infância é que meu pai tinha o hábito de me levar a museus e exposições de arte. Quando ele não convidava, eu pedia. Ele notava que eu tinha vocação para o desenho, para as artes visuais, então ele fornecia elementos para o intelecto, a sensibilidade e a imaginação.
Na verdade, nós, adultos, condicionamos as crianças a gostarem de um determinado tipo de entretenimento, quando não lhes damos escolha.
Não se trata de fazer o filho sentar na sala e colocar um CD clássico, porque isto pode ser muito chato para ouvidos desacostumados. Mas por que não fazer a boa música soar em nossos lares, nos momentos de descanso ou das refeições? Por que não acompanhá-los a bons espetáculos infantis e, mesmo, a alguns concertos? Por que visitar galerias e exposições não pode fazer parte de nossos programas com as crianças?
Diante de nós há um Espírito sedento de evoluir. Por que ele sabe tanto a respeito dos personagens preferidos? Porque tem inteligência e exercitá-la é um imperativo da Lei da Evolução. Ele pode aprender sobre qualquer coisa que estejamos dispostos a ensinar-lhe, no tempo que temos, no tempo da infância, em que tanto esperam e precisam dos pais.
Então, na hora de comprar-lhe um presente, consideremos o que ele realmente representa para nós e o que queremos representar em sua vida imortal. Ofertemos algo digno do nosso mais profundo amor por ele, sem cair nos modismos que vem e vão. Lembre-se de que, melhor que todos os presentes, é a gente ser lembrado e tratado com respeito."

SEIS ERROS COMUNS NA ALIMENTAÇÃO DAS CRIANÇAS

sexta-feira, 5 de março de 2010

PROIBIÇÕES E CHANTAGENS NÃO SÃO A FÓRMULA IDEAL PARA FAZER SEU FILHO COMER DE TUDO. LISTAMOS SEIS ERROS COMUNS QUE OS PAIS COMETEM NA HORA DE ALIMENTAR OS PEQUENOS.

Fazer criança comer de maneira saudável não é tarefa fácil. Para tanto, os pais recorrem a fórmulas variadas: castigo, briga, chantagem, troca, presente, prêmio... A intenção é boa, mas o resultado pode não ser eficiente. Confira os seis erros mais comuns que os pais cometem na hora da educação alimentar dos filhos e saiba o que fazer para evitá-los, antes que a criança cresça com hábitos ruins.

1- Tirar as crianças da cozinha
É importante que você estimule o interesse das crianças pela culinária, e quer melhor forma do que deixá-los te ajudar a preparar uma receita? É claro que você não vai cozinhar com a mesma rapidez se tiver que ficar de olho neles o tempo todo, tomando cuidado com facas, água fervente e etc. Mas prepare-se para, uma vez ou outra, receber visita. Pesquisadores da Columbia University descobriram que crianças que cozinham seus próprios alimentos estão mais propensas a provar produtos saudáveis, como legumes e grãos integrais.

2- Fazer pressão para a criança comer.
Se você insistir, brigar ou chantagear, seu filho vai ter ainda mais repulsa ao alimento estranho, pode acreditar. É normal criança ter medo do novo, e cabe aos pais terem compreensão. Vá acostumando a criança desde pequena a experimentar comidas de todas as cores e aparências.

3- Esconder e proibir guloseimas.
Pode parecer o caminho mais fácil, mas não é. Esconder bolos, chocolates e biscoitos no alto do armário pode ter o efeito contrário ao esperado, pois a proibição é capaz de aumentar o desejo da criança pela guloseima. Segundo Luciana Kotaka, psicóloga especializada em obesidade e transtornos alimentares, se um produto tem que ser evitado, o ideal é não tê-lo dentro de casa. Quando tiver, explique para seu filho que o exagero faz mal, e que depois da refeição a sobremesa estará liberada (ou no lanchinho da tarde).

4- Não estimular hábitos de vida saudáveis.
"Os hábitos alimentares dos pais são muito importantes para a educação dos filhos. Se em casa todos gostam de pratos saudáveis, dificilmente a criança vai fugir à regra. Além disso, ter horário para as refeições, fazê-las em família e à mesa, auxiliam bastante. É preciso estimulá-los naturalmente a experimentar. Sem pressão ou ordens”, afirma a psicóloga.

5- Servir de qualquer jeito.
Se seu filho já não tem muito interesse pelo verde, de nada vai adiantar colocar um monte de folhas de alface no prato dele, certo? Faça a comida ficar atraente, misture folhas e legumes coloridos, como beterraba, tomate e cenoura. Outra dica é acrescentar alguma coisa que eles gostem bastante: sirva a salada com queijo, palmito, torradinhas...

6- Ceder às birras e vontades dos filhos.
Seja insistente mas sem insistir. Deu pra entender? Tudo bem, a gente dá uma dica. A Dra. Luciana ensina a regra dos 15: sirva o mesmo alimento em 15 ocasiões diferentes, preparados de maneira diferente e com acompanhamentos diferentes. Assim, o alimento vai deixar de ser estranho. Faça de tudo para tornar o prato mais interessante, conte histórias, monte um desenho no prato, brinque com a imaginação deles.